CVV – Centro de Valorização à Vida
Publicado por Espoleta em 20/07/2008
Sabemos que o mal do século passado (e deste século também) é a depressão. E hoje vendo a entrevista do Marcelo Hayena resolvi falar sobre a CVV, que foi criada justamente para ajudar as pessoas com depressão.
Na entrevista, M. Hayena fala que a música de trabalho do mais recente disco do Uns e Outros (disco “Canções de Amor e Morte” de 2006), chamada “Um dia de Cada Vez” fala sobre depressão e suicídio. A música foi feita a partir de uma reportagem que ele viu na TV, em que uma senhora recém aposentada se candidatou à voluntária do CVV. Ao invés de aproveitar a aposentadoria como a maioria faria, viajando, curtindo os netos e a família, ela se dedicava a salvar vidas. E ele como artista achou que era sua função colocar em evidência e passar para as pessoas esse exemplo.
Segue o clip da música:
Se repararem bem a letra, conta a história de um homem e uma garota em grande depressão, solidão, à beira do suicídio, só que passa uma mensagem de esperança, falando que amanhã será um outro dia para eles, que não estarão mais esperando o fim chegar, que estarão de pé, vivendo um dia de cada vez. Este é o papel dos voluntários do CVV, dar esperança a este tipo de pessoas
(Para quem acha que música não pode ter nada de útil, ai fica o belo exemplo
)
Bem então vamos falar deste belo trabalho feito pelo Centro de Valorização à Vida (CVV).
O CVV foi fundado em 1962, em São Paulo, em decorrência do aumento do suicídio nas grandes metrópoles. Seu objetivo é a prevenção ao suicídio, através do apoio emocional oferecido por pessoas voluntárias às pessoas angustiadas, solitárias ou mesmo sem vontade de viver.
O CVV é reconhecido como Entidade de Utilidade Pública Federal pelo Decreto Lei nº 73.348 de 20 de dezembro de 1973, e desenvolve também outras atividades filantrópicas como o Hospital Francisca Julia, para doentes mentais sem recursos.
Quanto ao CVV, que é um programa de prevenção ao suicídio e valorização da vida, adotado por diversas instituições mantenedoras pelo Brasil, se caracteriza por ser movimento filantrópico, civil sem fins lucrativos e desvinculado de religiões e política.
Conta com 2500 voluntários, 57 postos distribuídos pelo Brasil, que colocam-se gratuitamente a disposição de todos que sentem solidão, angústia, desespero e desejam desabafar.
Neste link, você encontrará os endereços e telefones de todos os postos, caso precise de ajuda.
O CVV atende por carta ou telefone, 24 horas por dia, e em 3 postos, por e-mail. O atendimento pessoal ocorre entre 08 h e 18 h.
Nada é cobrado pelo serviço oferecido pelos voluntários que estão sempre disponíveis.
Vale lembrar que o CVV não funciona como terapia, não havendo diagnósticos, diferenciando-se do trabalho de um psicólogo. Funciona como um apoio emocional, baseado na oferta de atenção e calor humano. Na maioria das vezes o contato com a CVV ocorre uma única vez.
Seus voluntários não precisam ter formação profissional específica, embora haja um treinamento interno permanente.
Se você for maior de 18 anos, tiver espírito solidário e disponibilidade de 4 horas e meia para o plantão semanal, você pode ser um voluntário do CVV. Basta preencher o formulário ou procurar um posto do CVV seu estado.
Se quiserem conhecer mais o CVV, ou tirarem mais dúvidas, acessem o site.
Fonte: História do CVV




francislaine disse
bom eu adorei essa reportegem ela e muito interesante
Espoleta disse